Já acordou e, depois de algumas horas, pensou que nem deveria ter saído da cama? Já passou o dia se questionando se o problema é com você, com o mundo, com os outros ou com o raio que o parta?

Já se pegou se sentindo uma meleca, sem entender por que, embora tenha boas intenções, parece que a coisa não anda, está tudo travado e um saco? E o pior é quando você para, reflete e tem a sensação de que nada realmente grave está acontecendo. Quer dizer… nada que o mundo considere realmente grave, como uma doença, uma morte na família, uma dívida impagável ou algo parecido.

Pois é. Lá vem você! Uma pessoa perfeita, saudável, que não passa fome, tem onde dormir e ainda se sente assim! Mal, irritada, triste, perdida, em profunda crise existencial! Com um caminhão de perguntas e reclamações e um mísero saquinho de respostas. Entre elas, a de que, aparentemente, você não passa de uma mal humorada e ingrata e a de que a vida é, mais vezes do que você gostaria, um grande porre!

Quer saber? Também já me senti assim! Aliás, é exatamente assim que estou me sentindo nesse exato momento! E, sim, eu sei que vai passar. Sei que vou melhorar e logo vou recuperar a lente que põe cor e graça no mundo, nas pessoas, nas situações e, principalmente, em mim mesma. Mas o que fazer enquanto essa sensação xexelenta não passa?

To decidindo o seguinte:

1- escrever para desabafar.

2- respirar profundamente para oxigenar o cérebro e as células.

3- chorar até cansar e não sair mais lágrima.

4- comer mais chocolate que o de costume.

5- conversar com uma amiga que tenha bom-senso e compreenda minha indignação existencial (mas não por muito tempo a ponto de arrastar a coitada para o meu inferno pessoal).

6- fazer as unhas na manicure depois de passar 48 minutos lixando todas até o talo.

7- me conectar com meu mestre interior e saber que, apesar de tudo, está tudo bem.

8- me dar conta de que sou gente e de que gente é assim: confusa, instável, esquisita e inexplicável e, mesmo assim, vale a pena!

E é isso! Se você tiver mais alguma sugestão (que não engorde muito e que não nos leve para a cadeia), estou aceitando. Porque nem só de amor e gentileza vive o homem, mas também de dias ruins e da certeza de que, em alguma instância, existe autorização para que sejamos “Divas Melequentas e Chatas”, uma vez ou outra…

E que Deus nos ajude para que semana que vem, tudo esteja melhor! Para mim e para você!