Sou BCD: brava, ciumenta e desconfiada!

Sou BCD: brava, ciumenta e desconfiada!

Pois é, pior que sou mesmo. Poderia até ter colocado BBCD, porque também sou baixinha. Mulher pequena tem fama de brava, não é isso? Então faço jus aos meus pouco mais de um metro e meio. 

Mas preciso confessar: durante muitos anos, eu não me dava conta disso. Achava mesmo que se eu estivesse brava era exclusivamente porque alguém tinha me dado motivos para isso. E se eu estivesse com ciúme, eu não estava realmente com ciúme. 

Explico: eu não me admitia ciumenta e sim uma pessoa que gosta de ser respeitada. Ok, eu gosto mesmo, como todo mundo. Mas o fato é que eu já era ciumenta e simplesmente não sabia. E hoje eu sei que me sentir desrespeitada e estar com ciúme são sentimentos bem diferentes!

E desconfiada? Sim, era e sou. Cresci numa família de desconfiados. Pessoas com personalidade  predominantemente perfeccionista. E isso inclui questionar, analisar detalhadamente e suspeitar do que não estiver muito claro. E aprendi a ser assim. Não estou culpando ninguém, mas aceitando o fato de que o ambiente onde somos criados exerce influencia importante sobre nossos comportamentos. 

Mas a questão aqui não é julgar ou criticar meu perfil menos interessante. Nem o seu. A questão é, acima de tudo, celebrar o fato de que hoje eu me conheço e me assumo e isso faz toda a diferença no meu relacionamento.

Esse é o objetivo de eu estar me revelando. Porque depois que comecei a fazer terapia e cursos de autoconhecimento, entendi que minhas reações e minhas crenças, quando inconscientes, assumem essa dinâmica descontrolada e voltada para fora, culpando o outro e o mundo. E minhas atitudes passam a ser as de uma mulher brava, ciumenta e desconfiada.

Porém, no momento em que fico consciente e presente para o que está acontecendo também e principalmente dentro de mim, posso domar minhas feras. Posso parar, respirar fundo e dizer algo como: ei, Rosana, será que precisa ficar tão brava? Será que você realmente tem motivo para estar ciumenta? E sobre sua desconfiança? É real ou apenas uma repetição distraída?

E, neste momento, eu assumo as rédeas de mim mesma. Passo a ser, de fato, a diretora da minha própria história. Posso fazer diferente. Mudar o ritmo e o jeito de falar e até encontrar novas maneiras de lidar com a situação que está me desestruturando.

Já não acredito simplesmente que os homens mentem e pronto. Já não culpo meu parceiro pelo que estou sentindo de ruim. Reflito antes de falar e, quando falo, falo de mim. E não apenas aponto o dedo e espero que ele resolva o que é problema meu, em primeira instância.

Mas, obviamente, se ele tem participação direta e está mesmo fazendo algo que dispara em mim esses sentimentos e comportamentos, também consigo ser bem mais clara e pontual. Dizer o que penso e fazer alguma proposta para resolvermos a questão.

Veja que saber de mim mudou tudo na minha vida amorosa. E penso que se você aprender a saber de você, também vai se surpreender com o que pode ser diferente… e muito melhor. Mas, para isso, precisa investir em si mesma.

Precisa se comprometer com seu processo e assumir, de uma vez por todas, que não basta cuidar da casca se o seu emocional está contaminado e exalando odores nada agradáveis sem que você sequer perceba…

Atendimento individual >> www.rosanabraga.com.br/coach

1 Comment
  • Thayane

    4 de fevereiro de 2017 at 02:34 Responder

    Uauuu!!! Era tudo o que eu estava precisando ler ao buscar no Google como restaurar o relacionamento!
    Eu sou brava, ciumenta e desconfiada. Nunca levei a desconfiança para o lado do perfeccionismo e, ao ler esse artigo é o que eu faço!!!
    Muito obrigada, Rosana.
    Que eu possa antes de apontar o dedo para o meu parceiro, me compreender.
    Grata por esse artigo.

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