Será que esse é o “amor” que eu quero?

Será que esse é o “amor” que eu quero?

Será que essa é a pessoa certa? Será que é quem estou buscando há tanto tempo? Mas tem coisas nele de que não gosto. Como posso ter certeza de que vale a pena investir nesse relacionamento?

Perguntas como essas são feitas todos os dias por milhares de pessoas. Dúvidas que geram reações diferentes, dependendo da história e das crenças que cada uma tem.

Algumas vão se jogar de cabeça, entrar na relação de modo impulsivo, intenso e sem pensar muito. E elas fazem isso porque não querem entrar em contato com o risco. Têm medo de descobrir que “erraram” de novo, que essa não é a pessoa por quem estavam esperando.

Outras, no entanto, vão pensar demais. Vão encontrar todas as razões possíveis e imagináveis para se defender, para não se entregar, para justificar seu medo de sofrer de novo. Essas pessoas dificilmente se entregam e raramente se apaixonam.

Observe que tanto as primeiras quanto as segundas ficam presas aos extremos e se tornam reféns de si mesmas. Armam uma arapuca e, sem se dar conta, caem nela repetidas vezes. Entram e saem de relacionamentos sem entender o que estão fazendo de errado, por que suas melhores intenções sempre desandam.

Ou seja, se você pensa de menos, se tem medo de descobrir que a pessoa que conheceu não é aquela que você tanto quer e se entende que essa descoberta é sinônimo de frustração e fracasso, você se nega o direito sagrado de escolher. Coloca-se como escolhida, inconscientemente. E, sendo assim, o “primeiro” que aparecer será o cara certo. E você rapidamente se apaixona e inventa (ou aumenta) os motivos para isso.

Mais ou menos assim: você olhou e não se interessou, ele não chamou sua atenção, mas assim que ele se aproxima e te dá o mínimo de atenção, você se convence de que ele é muito simpático e merece uma chance. Você intuiu que ele não quer compromisso, mas se convence de que com você será diferente. Você viu certos comportamentos dele que não estão de acordo com seus valores e não achou bacana. Mas você se convence de que pode mudá-lo. E a armadilha está pronta!

Agora, se você é dessas que pensam demais, que tem medo de ser traída e enganada, ou que tem medo de entrar em contato com sentimentos e emoções com as quais não sabe lidar e se definitivamente não quer se sentir de novo feita de boba, você certamente vai se defender.

Se tende a se sentir sem controle toda vez que se flagra envolvida ou se vive presa aos traumas do passado, sempre se lembrando e contando sobre suas dores, por mais que você realmente queira viver um grande amor, tem um muro invisível ao seu redor. Tem um obstáculo dentro de você que impede a permanência das pessoas. E essa energia é tão sutil que o fim parece inexplicável.

Você mesma já deve ter conhecido mulheres incríveis, bonitas, inteligentes, bem-sucedidas, agradáveis e que, inexplicavelmente, não conseguem engatar um relacionamento. Alguma coisa estranha acontece e o encontro desanda.

Pode apostar que de duas, uma: ou elas estão pensando de menos ou estão pensando demais. Ou estão “fáceis” demais, se roubando o próprio direito de escolher, ou estão “difíceis” demais, se roubando o próprio direito de ser feliz.

Ok, Rosana, então qual é a medida certa? Como lido com os sentimentos que surgem assim que conheço uma pessoa? Ótimas perguntas! É claro que se você quer viver um relacionamento bacana, o ideal é estar sempre atenta para não perder uma boa chance de acertar.

E embora seja muito importante se manter atenta aos sinais, muitas vezes será preciso ter coragem de arriscar, tentar, experimentar e, inclusive, errar, quebrar a cara, dar com os burros n’água, tomar um toco, levar um fora, ver o outro desaparecer “do nada”, sem deixar nem um mísero “fui”!

Assim sendo, a medida certa é não se aprisionar nos extremos, não radicalizar, nunca generalizar. A medida certa tem a ver com o que você quer, com o seu desejo, os seus valores, a sua verdade. A medida certa será encontrada com treino, percepção, consulta a si mesma, tentativas e aprendizados. E, sobretudo, a medida certa é válida unicamente para cada caso.

O fato é que você só vai mesmo saber se esse é o cara certo se você der tempo ao tempo. Se deixar os dias passarem e observar. Não só ao outro, mas também e principalmente a si mesma. É se perguntando como você está se sentindo diante do que o outro está falando e, acima de tudo, fazendo. Como você está se sentindo diante do que você está falando e, acima de tudo, fazendo. Quanto você está sendo coerente com o que realmente quer.

Dessa forma, vai dar certo. Mas o que é dar certo? É ficar com essa pessoa “até que a morte os separe”? É “ser feliz para sempre” com esse cara? Não!!! Absolutamente, não! Dar certo é viver um dia de cada vez, é estar presente. É dar o seu melhor e fazer o encontro valer a pena, independentemente de quantas horas, dias, meses ou anos ele vai durar.

Porque, no final das contas, cada pessoa com quem você se autoriza a compartilhar vida, sentimentos, emoções, sensações, ideias e aprendizados se torna uma ponte, parte preciosa do caminho, porção indispensável do processo. Cada pessoa é um presente, um degrau, um tijolo na construção que vai nutrir o amor que você merece viver durante toda a sua história.

Além disso, se ele é o cara que você quer ou não é o que menos importa agora. Neste momento, tudo o que você precisa saber é que não se trata do outro e sim de você mesma. Trata-se de compreender de uma vez por todas que não existem pessoas erradas. Apenas pessoas a quem você se dá o direito de mostrar o que sente e o que quer, seja ficando por perto, seja se afastando. O resto é simplesmente a mágica de viver, amar e evoluir!

>> Viva o Amor que Você Merece: Clique aqui e saiba mais! (http://vivaoamorquevocemerece.com.br/viver-pleno/)

No Comments

Post a Comment