Gravei um vídeo, um tempo atrás, que chamei de “Mulher-Nhoque”. Tá lá no meu canal do youtube e fala sobre esse tipo de mulher que faz de tudo pelo outro, sabe? É submetida, maltratada e até humilhada, mas continua fazendo, numa tentativa desesperada de ser aceita, de ser amada e de ser suficiente!

Tenho uma cliente, uma mulher muito querida, que vou chamar aqui de Paty (nome fictício, obviamente). Ela é casada há mais de 30 anos com um sujeito manipulador e dominador. Quase um psicopata. Mas sabe o que é pior? De fora, quase ninguém percebe. Porque aparentemente, e principalmente para os “estranhos”, ele é até bem bacaninha.

Mas para quem acompanha a rotina da casa de perto, para os amigos mais íntimos e para alguém que acompanha o processo assim como eu, vai ficando cada vez mais nítido: ele é egoísta, frio, mentiroso e agora, depois de anos e anos submetendo filhos e mulher a um esquema limitado e doente, que beneficia somente a ele, deu para trair também.

Isso mesmo. Ele arrumou uma amante bem mais nova e trai a esposa descaradamente. Ela já chorou, já gritou, já conversou, já pediu e já pressionou. Mas ele continua escorregando, feito sabonete. Ora se fazendo de vítima, ora fazendo ameaças, ora insinuando o divórcio, mas sem benefícios para ela. E para completar o quadro, ela nunca trabalhou e depende dele financeiramente também.

Esse é o marido. Mas e ela? Quem é ela? Ela é uma mulher de mais de 50 anos que, a essa altura da vida, está descobrindo, por meio de muita dor, frustração e decepção, que tudo isso só aconteceu na vida dela porque ela se deixou ser o complemento disfuncional dele.

Ou seja, ela foi se moldando pouco a pouco e se tornando a perfeita mulher manipulável, dominável, submissa e que aceita a traição. Porque ela quer? Claro que não!!! Tudo o que ela quer é ser feliz, ser amada, fazer o casamento dela dar certo. E ela é uma baita mulher: inteligente, fiel, parceira, dedicada. Aliás, muito dedicada. Dedicada até demais!!! Ou seja, ela é a típica “mulher-nhoque”. E é justamente aí que precisa começar o ajuste.

Quer saber por que ela foi desajustada? Porque sempre teve baixa autoestima, nunca se reconheceu verdadeiramente. Nunca acreditou no seu potencial. Sempre duvidou de sua capacidade de se colocar, de se autorizar, de se expressar. E deixou o tempo passar. Dia após dia, ano após ano, foi dando todo o seu espaço para ele. Foi deixando que ele primeiro pedisse, depois mandasse, depois manipulasse e depois, por fim, ameaçasse, humilhasse e traísse. E mesmo gritando que “não”, ela continuou submissamente agindo com um “sim” para ele!

Quanta dor. Quantas perdas. Quanta tristeza. Quanto desperdício. Quantos sentimentos difíceis e quantas situações mal resolvidas. E agora? O que ela faz? Vai embora sem direito a nada ou a tão pouco a ponto de viver num padrão muito aquém do que fez por merecer? Tenta recomeçar a vida praticamente do zero e deixa tudo para trás, abrindo mão do que conquistou para a amante, a jovem com péssima autoestima e próxima vítima do sujeito?

Eis que a vida está dando a Paty uma oportunidade maravilhosa e imperdível. E desta vez ela não está deixando passar! Desta vez, não! Nunca mais! Há cerca de dois anos ela começou a enxergar finalmente. Pouco a pouco, foi parando de mentir para si mesma, de justificar cada uma das maldades dele. Agora, ela sabe: ele só pode fazer com ela o que ela permitir. E para não permitir, ela precisa ficar forte. Tanto emocional quanto psicologicamente. Ela precisa saber de si, reconhecer sua imensa coragem e toda sua história. Precisa se acolher, se respeitar e agir de modo inteligente.

Não peitando, não afrontando, mas com firmeza e a certeza de que ela pode, consegue e, acima de tudo, merece ser feliz. Merece ser tratada e se tratar como alguém que vai à luta, que faz acontecer e que é digna de toda a admiração que uma mulher pode receber.

Porque de uma coisa ela está certa: talvez não soubesse como não entrar nessa história 30 anos atrás, mas agora sabe muito bem como sair dela. E mesmo tendo acordado somente depois de tanto tempo, está pronta para viver com presença e plenitude daqui pra frente.

Procurou ajuda, leu, se informou, aprendeu, cresceu, fez novas amizades, se agarrou às antigas, foi para a academia, cuidou do corpo, da alma e ainda sorriu muito mais vezes do que teve vontade. E terminou por descobrir que ela é uma mulher absolutamente incrível. E que não vai ser fácil, mas vai ser muito possível abrir mão dessa história falida, virar a página e começar um novo capítulo de seu destino. E ele será maravilhoso!

>> Quer aprender a viver um AMOR DE VERDADE, DE GENTE GRANDE? Clique aqui e saiba como! (http://vivaoamorquevocemerece.com.br/viver-pleno/)