Comigo ele vai ser diferente!

Comigo ele vai ser diferente!

Há quem diga que ditados populares carregam boa dose de verdade. E tem um que diz assim:

“Os homens se casam esperando que suas mulheres não mudem, mas elas mudam. E as mulheres se casam esperando que seus maridos mudem, mas eles não mudam”.

Na prática, em geral, é por aí mesmo! Claro que existem exceções e que este dito aponta para um extremo que não necessariamente acontece. Ou seja, existem homens que mudam e mulheres que não mudam. E existem homens e mulheres que mudam em algumas medidas.

O fato é que não existem culpados e inocentes. Cada um é responsável por sua própria dinâmica, pela consciência e disponibilidade para se ajustar ao longo da vida e do relacionamento. Porém, existe uma expectativa alimentada por muitas mulheres que precisa ser questionada.

Muitas se sentem consideravelmente insatisfeitas com alguns comportamentos e características de seus parceiros, mas insistem em acreditar que eles vão mudar. Reclamam, se ressentem e algumas até sofrem amargamente, mas continuam com eles porque alimentam uma esperança de que, em breve, eles serão melhores, isto é, como elas gostariam que eles fossem.

E, para além dessa esperança infantil, elas apostam numa ideia egocêntrica de que “comigo ele vai ser diferente!”. E isso significa que elas se consideram pessoalmente capazes e até responsáveis pela “missão impossível” de mudar esses homens!

Sabe o que? Uma pessoa só muda quando algo está incomodando a ela mesma. Ninguém muda pelo outro. A gente só muda pela gente mesma, ainda que acredite que seja pelo outro. Em verdade, só mudamos quando acreditamos que estamos errados e que um novo comportamento nos trará mais bem-estar e felicidade. E, ainda assim, mesmo quando queremos muito mudar, esse é um processo que exige dedicação, vontade genuína e muito trabalho.

Mudar não é fácil para ninguém. Requer criar novas sinapses, novos caminhos cerebrais e repetir essa nova jornada muitas e muitas vezes, até que se torne um hábito. Não há sentença mais verdadeira do que o provérbio chinês que dita:

“Antes de tentar mudar o mundo, dê três voltas em sua própria casa”.

Claro! Com um pouco de atenção e verdadeiro interesse, ao final da terceira volta, você já terá se dado conta do quão difícil é promover mudanças efetivas. Do quão difícil é mudar a si mesma. Agora, se seu nível de autoconhecimento for realmente bom, realmente será menos difícil, mais proveitoso e pode proporcionar muitas melhoras em várias áreas da vida.

Então, minha sugestão é que você pare, agora, urgentemente, de acreditar que o outro vai mudar quando vocês se casarem ou quanto mais você insistir. Que você pare de acreditar que tem o poder de mudar quem quer que seja. Que você pare de se relacionar com alguém que não existe (exceto dentro de sua imaginação) e comece a olhar para esta pessoa que está de fato ao seu lado.

E, diante disso, que consiga fazer uma escolha: é com essa pessoa, que sabe ser desse jeito e me amar do jeito que tem amado, que eu quero ficar? É com esse parceiro, que tem esses defeitos e essas limitações, que estou disposta a tentar, às vezes cedendo, às vezes me impondo e sempre conversando sobre o que incomoda e de que forma podem melhorar?

Enfim, a minha sugestão é que você lide com a realidade, aqui e agora. Saia do lugar de vítima ou de herói e seja apenas uma mulher que ama e quer ser amada. E com a segurança de quem sabe o que quer e do quanto merece viver um amor de gente grande, você possa, com toda a sua dignidade e com toda a sua coragem, simplesmente ficar ou ir embora. Mas, sobretudo, abrir mão de um futuro inventado e que, muito provavelmente, nunca vai existir.

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